quinta-feira, 27 de julho de 2017

CHAZEIRA // Chá preto: a razão do meu afeto!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Abra o seu coração que o chá preto chegou. Meu pretinho tão querido - e de boa parte do mundo - foi minha porta de entrada no fascinante mundo do chá que, como você bem sabe, para mim é puro afeto. Foi em suas águas que curei saudades de casa, adolescente, longe dos pais, em um país novo, na companhia da minha doce landlady Sue.

Mais tarde, na Índia, quando se apresentou misturado a especiarias e me deu aquele abraço, descobri seu poder de sedução e me entreguei completamente ao seu caminho de sabores. Ah, o chá preto... Tantas nuances, tanto poder. Sempre encantador! :)

Não, não faça essa cara de que não sabe do que estou falando. O chá preto é o mais consumido em todo mundo e se você tomou e não gostou é porque não provou o chá certo, no momento certo, do jeito certo. Temos variedades incríveis, que envolvem tipo de processamento e/ou regiões produtoras, que uma delas vai se adequar ao seu paladar. Juro!
É o mais oxidado da nossa coleção e, portanto, tem bastante cafeína, pelo que se torna um ótimo aliado para enfrentar as manhãs sonolentas; ainda assim, contém menos cafeína que uma xícara de café e sua absorção é gradativa, característica comum a todos os seis tipos de chá, o que é ótimo, já que nos mantém concentrados por mais tempo. 

Sozinho ou combinado com leite, pode transformar o café da manhã em experiência europeia.
Dá até pra chamar Betinha, a rainha, pra acompanhar! 

Pode se apresentar em folhas inteiras ou quase inteiras ou de forma mais processada, em pedaços pequeninos ou uma poeirinha (abre seu chá de saquinho para saber do que estou falando). Em regra, quanto mais inteira a folha, mais sabor e mais aroma  complexidade o chá terá... Viva o chá a granel! Deixe o pozinho para misturas com leite ou preparo com especiarias, já que desse modo, sozinho, costuma ser menos saboroso e um pouquinho mais amargo.

A Índia (()) é a principal produtora de chá preto no mundo, mas ele também é cultivado e processado por países como China, Sri Lanka, Quênia, Taiwan e Tailândia, de forma igualmente especial. Grandes expoentes deste tipo de chá são os de Darjeeling (considerado o champanhe dos chás, eu aaaaaamo!) e Assam (mais forte e encorpado).  
Darjeeling antes - da minha aula de hoje! 💚

Darjeeling depois - meu tipo de champagne! 💚

Para o preparo, sugiro o tempo de 2 a 4 minutos, em temperatura de 80 a 95oC, não mais que isso. Lembre-se que estamos falando de chás puros, e não de blends ou misturas, sobre o que iremos falar mais à frente.

Pois me diga, o que acha do chá preto? Já tomou algum, sem ser o industralizado ou de saquinho? Conte-me tudo, não me esconda nada. Quero dividir experiências com você, que também é a razão do meu afeto... E dessa coluna, né?

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , costumo postar umas imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo? :)

Beijos e bons chazinhos! 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

ALMANHAC // 10 perguntas (e respostas) sobre o saquê

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Durante séculos, o saquê foi uma bebida apreciada somente pelos japoneses, pouco exportada. Só nos últimos 20 anos começou a se popularizar fora do Japão. Um dos responsáveis por disseminá-lo por aqui é Celso Ishiy, sommelier de saquê e um dos principais especialistas no assunto no Brasil. Celso, que é também diretor da Tradbras, empresa de importação e exportação de produtos orientais, é quem esclarece 10 pontos sobre a bebida:

1 ) Saquê se toma com sal?
Já vi muita gente colocar sal para tomar um gole de saquê. Antigamente, no tempo dos meus avós, até se bebia assim. Desde o surgimento dos saquês premium não se faz mais isso. Você mistura energético em um uísque 18 anos?

2 ) É melhor tomar saquê quente ou gelado?
Hoje, a maioria prefere consumir saquê gelado, mas depende do tipo e ocasião. Muita gente acha que o saquê quente serve apenas para disfarçar a má qualidade. Já adianto que é possível beber excelentes saquês quentes.
3 ) Por que se toma saquê em copo quadrado?
É bonito e exótico, mas hoje em dia não se bebe mais saquê no massu, o copo quadrado de madeira. É um hábito antigo que alguns restaurantes persistem em usar.

4 ) Saquê combina só com comida japonesa?
Muito pelo contrário. O saquê harmoniza com vários tipos de bebida – da italiana à alemã – até com feijoada. Cada prato tem o saquê que merece.

5 ) É verdade que o saquê não dá ressaca?

O saquê premium é uma das bebidas mais puras que existem e isso faz com que não cause ressaca na maioria das pessoas. É bom lembrar que cada corpo reage de maneira diferente à bebida alcoólica.
6 ) Existe mais de um tipo de saquê?
O saquê não é uma bebida genérica. Para se ter ideia, há mais de 1.800 fabricantes de bebidas no Japão que produzem cerca de 40 mil rótulos, o que confere uma diversidade incrível. Cada um deles produz saquê de diferentes tipos e classificações. A boa noticia é que está cada vez mais fácil encontrá-los no Brasil.

7 ) Existe caipirinha de saquê no Japão?
A caipirinha de saquê é uma invenção brasileira, embora os japoneses usem o saquê comum e shochu (destilado) para preparar outros tipos de coquetéis. No Japão, a versão premium da bebida é a que tem feito mais sucesso.

8 ) O saquê tem prazo de validade?
O saquê não tem prazo de validade se conservado em condições adequadas. Recomenda-se, no entanto, degustarem, em, no máximo, dois anos para sentir o sabor que a fabricante quis propiciar. Existem também saquês envelhecidos, como o vinho.
9 ) Saquê é a cachaça do Japão?
Sem desmerecer a nossa cachaça, que está melhorando de qualidade, para começar, eles pertencem a diferentes categorias. A cachaça é um destilado. O saquê é um fermentado de arroz.

10 ) O saquê é uma bebida sagrada?
Assim como o vinho tem um significado religioso para a Igreja Católica, o saquê é usado em cerimônias xintoístas, principalmente no Japão, onde é considerado a bebida dos deuses.

terça-feira, 25 de julho de 2017

GRÃO DO DIA // 7 métodos de preparo do café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Como você costuma fazer o seu café? Com essa pergunta tão simples, podem surgir várias respostas! Coado no coador de pano, coado no filtro de papel, na cafeteira elétrica, em cápsulas, etc,... E é com a versatilidade destes grãos que podemos aplicar o método que mais preferimos em nossas doses diárias de café.

Logo pela manhã, ele é o primeiro a nos cumprimentar com seu cheirinho se espalhando pela cozinha e pela casa, não é mesmo?! Seu sabor e aroma são apreciados pelo mundo inteiro. E talvez seja por isso que o café seja a segunda bebida mais consumida do mundo – perdendo o primeiro lugar apenas para a água.

Sendo assim, separamos 7 diferentes formas de se fazer café. Queremos que você se descubra com a sua forma preferida! 

Para começar, você vai precisar de apenas três coisas: o café, a água e o recipiente adequado. Vamos iniciar os trabalhos!
1. FILTRO DE PAPEL
Ele foi inventado no ano de 1908 por uma italiana chamada Melitta Bentz. Ela astutamente percebeu que fazer café com o coador de pano deixava muitos resíduos no pano, de outros preparos anteriores e que assim comprometia-se o sabor da bebida. Sendo assim, utilizando o papel afunilado, ela acabou por criar uma das invenções mais utilizadas no mundo todo para o preparo de café em casa, principalmente.

Confira nossa matéria: Como Preparar Café utilizando Filtro de Papel 

2. COADOR DE PANO
Este método de preparo ainda é muito utilizado, pois além de ser prático, pode ser reutilizado. Acabando por ser também o método mais barato que os demais. Para usar o coador você precisa apenas colocar o pó de café e despejar a água quente. A bebida será filtrada para dentro do bule, ou diretamente em sua xícara. É indicado usar 50g de café para cada 500ml de água, e trocar periodicamente o coador de pano. Não o reutilize por muitas vezes, ou muito tempo seguido. O pano pode atrair bolor.

Dica de lugar em SP com o cenário perfeito para um café no coador de pano: Jardins de Barro Atelier Café

3. CAFETEIRA ELÉTRICA
A mais prática, rápida, e ainda a mais preferida entre todos os outros métodos. A cafeteira tem o tempo certo e automático de preparo, fervendo a água no tempo certo, pois assim você não precisa ir até o fogão para ferve-la. As medidas podem variar de acordo com o gosto da pessoa, para mais forte (mais pó de café), ou mais fraco (mais água no reservatório).

Medidas certas em nossa matéria: Dicas para um Bom e Correto Preparo de Café

4. ESPRESSO (MÁQUINA)
Como todos sabem, a Itália foi um dos primeiros países, se não o primeiro, a adotar oficialmente o café espresso (ou expresso). O café preparado por estas máquinas é super aromático e com cafeína concentrada, já que a água passa pelos grãos com uma grande pressão, liberando sabores mais concentrados.

5. CAFETEIRA ITALIANA (MOKA OU BIALETTI)
Como o próprio nome já sugere, esta cafeteira surgiu na Itália e ainda é muito utilizada pela Europa. Praticamente é uma adaptação do bule, embora a água seja colocada na parte debaixo da cafeteira e o café, por vaporização, na parte superior. Quando a água entra em ebulição, passa pelo pó armazenado na parte central da cafeteira, e a bebida já sobe prontinha para o consumo na parte superior.

6. CAFETEIRA FRANCESA (FRENCH PRESS)
Também conhecida como French Press, é considerada artigo de luxo em muitos países. Para se preparar o café utilizando essa cafeteira, você precisa apenas colocar o pó no fundo, acrescentar água quente e depois empurrar o êmbolo. Através da pressão, seu café sai prontinho e filtrado na sua xícara. As medidas aconselhadas são: usar 40 g para cada 500 ml de água.

O método de infusão aplicado e utilizado com a Aeropress é o mesmo.
7. CAFÉS EM CÁPSULAS
O café em cápsula já se tornou tendência entre os consumidores que estão em busca de modernidade e praticidade. As cápsulas estão invadindo o mercado de forma exponencial. Além da grande variedade de sabores e intensidades, já temos alguns tipos mixando diferentes blends (mistura de grãos). O método de preparo é o mais prático e simples possível (ainda mais prático que a cafeteria elétrica), basta colocar água no recipiente e inserir a cápsula no compartimento próprio! Prontinho, café filtrado e quentinho pronto para tomar!

Então é isso pessoal, com estas 7 maneiras diferentes de fazer café, basta escolher uma e curtir sua bebida!!!!!!

Bons cafés!!!! 💖 Gostaram? Já escolheram uma?
Qual a sua preferida? Conta aqui pra gente!

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

EU RECOMENDO // 3 restaurantes em Nova York

Débora Mangabeira (*)
Convidada especial do Gastronomix

1. ELEVEN MADISON PARK 
Restaurante 3 estrelas Michelin, comandado pelo chef Daniel Humm faz jus a fama e é um deleite gastrônomico. Eles têm uma fabricação própria de sodas que harmonizam com os fantásticos pratos e ao final presenteiam os clientes com simpáticos chocolates que sugerem uma brincadeira para adivinhar de que tipo de leite é feito cada um. O preço é salgado mas a experiência é única. Inesquecível!!!

Metropolitan Life North Building, 11 Madison Ave
Telefone: + 1 212 889 0905
Site:
https://www.elevenmadisonpark.com

2. ESTELA
Um restaurante charmoso e intimista, é a escolha perfeita para jantar despretencioso com amigos e não deixar de lado uma das melhores experiências gastronômicas da cidade. O menu é recheado de pequenos pratos e a ideia é compartilhar o máximo que conseguir, rs, vale a pena! Uma estrelinha especial para o arroz negro com lulas e toque de limão, um verdadeiro espetáculo e o preço é amigável.

47 E Houston St
Telefone: +1 212 219 7693

3. EATALY
Pra finalizar, um clássico para os dias de caminhadas sem fim pela cidade. Sentar na sessão "Pizza and Pasta" e pedir o Agnolotti de carne é a opção perfeita para descansar os pés, saborear uma massa deliciosa e de quebra não salgar o bolso. Pra mim é parada certeira todas as vezes que estou por lá.

200 Fifth Avenue
Telefone: + 1 212 229 2560


GUIA GASTRONOMIX - NOVA YORK. Clique aqui.

(*) Débora Mangabeira é estilista. Confira suas coleções no site: https://shop.deboramangabeira.com/

quinta-feira, 20 de julho de 2017

CHAZEIRA // Chá Oolong, o chá azul

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Quinta-feira, 20 de julho, Dia do Amigo (assim mesmo, com "A" maiúsculo). Como o rio só corre para o mar, eu sei que esse é o dia certo para a gente voltar a se encontrar aqui no Gastronomix... E comemorar a data com chá é certeza de vida longa e duradoura para a nossa amizade, meu povo! Tim-tim com chá, pro frio passar! :)

O assunto de hoje será o Chá Oolong, um dos nossos seis chazinhos, que só é chá porque vem daquela plantinha-velha-conhecida, a Camellia Sinensis, lembra?  Você vai vê-lo por aí com alguns nomes variados, Wulong, Chá Azul ou Formosa, mas é tudo a mesma coisa: mais uma das maravilhas orientais!

Inicialmente produzido apenas na China, em Fujian, também é produzido, em grande escala, por Taiwan. Aqui, uma observação: Taiwan diz que é país autônomo, República da China; a China, ou a República Popular da China, diz que Taiwan é uma de suas províncias, que sofre de rebeldia; a ONU reconhece tão somente a República Popular da China como soberana e vinte e dois países do mundo reconhecem a autonomia de Taiwan.

Não entendeu nada? É confuso mesmo, dá uma "googlada" pra sentir o drama... E segue o baile! Geopolítica à parte, que bom que os dois lugares existem e que produzem tão bem produzidinho o Oolong, para encantar olhos, narizes e paladares de todo o mundo!

Este é um chá parcialmente oxidado e tal oxidação varia entre vinte e oitenta por cento. Murchado lentamente, pode se apresentar com folhas abertas ou enroladinhas. As enroladas são, sem dúvida, as mais conhecidas e identificadas com essa variedade de chá. O aroma, para
mim, remete a flor, orquídea... É incrível! Um bom Oolong chega a render até oito (!!!) infusões. Pense! 
Oolong - Tie Kuan Yin - antes

Dois conhecidíssimos Oolongs são o "Tie Kuan Yin", (que quer dizer deusa da misericórdia de ferro), produzido em Fujian, de aroma torrado, sabor adocicado, encorpado, um dos meus favoritos, e "Oriental Beauty" (Bai Hoo, Fancy Formosa ou Beleza Oriental), batizado assim pela Rainha Vitória, produzido em Taiwan, de adstringência quase inexistente, adocicado, leve, mas também cremoso. Bastante suave, mas marcante, costuma agradar até quem está começando
a tomar chá e ainda guarda certa resistência a chás puros.
Oolong - Tie Kuan Yin - depois

Neste momento, quando passamos da metade da saga dos seis chás, preciso saber como andam suas experiências chazísticas. Provou algum chá diferente ou outro mencionado nas colunas anteriores? Não me mate de curiosidade, quero sempre saber tudo e mais um pouco!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , costumo postar umas imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade
até a próxima quinta, certo?



Beijos e bons chazinhos! 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

ALMANHAC // Larvas, gafanhotos, ovas de formiga...que delícia!

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Comer uma larva na manteiga ou um gafanhoto fritinho, como se fosse um salgadinho, pode soar estranho para nós brasileiros. Mas não para os mexicanos. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o país conta com o maior número de insetos comestíveis do mundo, cerca de 500 espécies.
Um dos mais consumidos por lá é o chapulines (gafanhoto), vendido na rua em saquinhos. Principalmente no estado de Oaxaca, em áreas próximas à Cidade do México como Tepoztlán, Cuernavaca e Puebla. Qual o sabor que tem? Dizem que é parecido ao de camarão, só que mais forte.

Também são bastante conhecidos entre os mexicanos os gusanos, larvas que se desenvolvem em meio às plantações de agave. É dessa planta que se faz o mezcal, uma das bebidas símbolos do país. Por isso, o verme (vermelho ou branco) costuma ser encontrado no fundo da garrafa da bebida, para dar um tempero. Os gusanos ainda são consumidos fritos na manteiga, acompanhados com guacamole ou para salgar a carne.
Outro exemplo: escamoles (ovas de formiga). Esses têm período de safra, que começa entre fim de fevereiro e começo de março. É um caviar para os mexicanos. Habitualmente, são preparados na manteiga e refogados com alho e cebola. No taco, as ovas são misturadas à guacamole picante. Na boca, a textura é de queijo cottage.

Quem for à Cidade do México pode provar alguns desses bichinhos no Mercado de San Juan, no Centro Histórico da capital mexicana. E se você acha que essas iguarias sõ são encontradas em feiras ou estabelecimentos exóticos, está enganado. Os insetos estão no menu de premiados restaurantes mexicanos, como o 
PujolLa Gruta e Fonda El Refugio.
Fonte: Visit Mexico. Foto Divulgação/Coalo Valley Farm.

terça-feira, 18 de julho de 2017

GRÃO DO DIA // 3 cafés em museus de São Paulo

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Está de férias em São Paulo, de viagem à trabalho ou apenas de passagem para o final de semana, ou diria mais, mora na capital paulista? Precisa de uma programação bacana que inclua arte e cultura com parada para um cafezinho? Pois bem, separamos uma boa surpresa em forma de lista para você.

Quem mora em São Paulo, já é de conhecimento geral, está constantemente falando do trânsito, dos restaurantes lotados com tempo de espera, das filas em bancos, do caos e do estresse da cidade. Porém, não podemos negar que a capital paulista é um dos melhores lugares do Brasil, quiçá do mundo, quando o assunto é Programação Cultural, concorda?!
Tem Museu, tem Centro Cultural, tem Espaços para todos os tipos de arte, fala a verdade! E se não bastasse, há vários desses lugares que ainda trazem na bagagem, para aumentar nossa alegria, cafeterias incríveis!

Lugares como o MASP e a Pinacoteca são apenas alguns dos exemplos dos que trazem deliciosas e bucólicas cafeterias em seus próprios espaços. Quer conhecer os nomes dos cafés em seus interiores?

Então confira a listinha que montamos para você de 3 dos mais delicinha cafés em museus e centros culturais de São Paulo.

Vamos lá!

1. MASP x Suplicy Cafés Especiais 
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand é uma das mais importantes instituições culturais brasileiras, e como não poderia deixar de fora, traz juntamente com seu acervo de arte uma filial da cafeteria Suplicy Cafés Especiais.

A cafeteria existe em dois pontos no MASP: um no 1º subsolo e outro no 1º andar. E fica dada uma recomendação boa... para quem não puder ou não tiver tempo para as exposições, não se preocupe, você também é bem-vindo e pode conhecer as cafeterias mesmo sem ingresso!

Peça um espresso duplo ou um macchiato na bancadinha mesmo ou nas mesinhas da cafeteria. O café é sempre bem tirado! Curta o ambiente com a atmosfera de arte, receba a paz e a tranquilidade do lugar em sua mente. Se preferir, leve um livro, ou até mesmo seu notebook, o wifi do local funciona perfeitamente! Recarregue-se, para depois seguir com o restante de suas tarefas do dia pela Av. Paulista.

Confira a programação do MASP. 

Onde fica: Av. Paulista, 1578 - Bela Vista, São Paulo - SP

2. Pinacoteca x Flor Café
A Pinacoteca de São Paulo está na lista dos mais importantes museus de arte do Brasil. Ocupando um edifício construído em 1900, no Jardim da Luz. Nenhum local da cidade é tão adequado para apreciar a história da arte do país dos últimos 200 anos quanto a Pinacoteca do Estado.

A cafeteria Flor Café em seu interior é uma delicinha, e uma excelente opção de parada para o café ao ar livre, com um jardim ao lado completando a paisagem bucólica e tranquila. Perfeito, não?!

macchiato de lá é dos deuses!!! Energia extra garantida para o restante do dia!
Possuem fornecedor próprio de seus grãos. E um cardápio com opções de salgados, tortas geladas e doces. Faça seu pedido no balcão, pague, pegue sua bandeja e escolha a mesa.

Para acesso à cafeteria você precisa primeiro passar na bilheteria da Pinacoteca (6,00 inteira / 3,00 meia), e depois é só desfrutar dessa tranquilidade que eh tomar um cafezinho no terraço.

Você ainda tem a opção, claro, de aproveitar as exposições da Pinacoteca após seu café.

Confira a programação da Pinacoteca SP.

Onde fica: Praça da Luz, 2 - Bom Retiro, São Paulo - SP.

3. CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil x Cafezal Cafés
Uma opção bastante tradicional, e diria até cheia de história e viagens no tempo ao passado, é a cafeteria Cafezal Cafés que fica no interior do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). O CCBB traz essa viagem boa no tempo por ter em sua estrutura o registro do antigo e bem preservado, e também por ficar localizado no centro da cidade de São Paulo que, em português claro, é lindo!

A cafeteria tem um cardápio variadíssimo de tipos e bebidas com café, inclusive gelados, além de opções para lanches como salgados e sanduíches. O cardápio não deixa à desejar, tome o tempo que precisar para escolher, rs, tem muita opção boa.

Opte por ficar na área externa com mesas e cadeiras fora da estrutura do prédio, assim você pode curtir o clima antigo do centro e o corre-corre das pessoas com seus compromissos!

Se tiver com alguma exposição, aproveite e participe! Tem algumas gratuitas também!

Confira a programação do CCBB SP.

Onde fica: R. Álvares Penteado, 112 - Centro, São Paulo - SP.

Gostaram? Tudo pronto para o cafezinho com cultura?

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