quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CHAZEIRA // Três Coroas e o segundo chá! Um Pö Cha!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Na semana passada, começamos a falar de chá com emoção, numa viagem bem especial para Três Coroas. E ainda não acabou! Continuar passeando pelo sul do país é garantir beleza para os olhos, calor para o coração... E surpresas incríveis!

Do nosso encantador “Platoo Café e Jardim”, partimos para o restaurante “Espaço Tibet”, para conhecer a culinária tibetana. 
Espaço Tibet

Fundado em 2011 por Ogyen Shak, um refugiado tibetano, inicialmente com o nome de “Tashiling”, o restaurante é mais que isso; é uma experiência completa.  Da história de vida do criador à decoração externa e interna, conhecer o espaço é, realmente, fazer uma viagem. Para que você tenha uma ideia do que estou falando, compartilho o texto de apresentação de Ogyen, disponível na página do restaurante e também na entrada do lugar:

Tibetano de nascimento, Ogyen Shak personifica um drama que assola seu país há mais de 60 anos: a ocupação da China comunista, iniciada em 1950. Aos 16 anos, encarou uma aventura que parecia possível apenas em filmes. Num grupo com trinta pessoas, atravessou o Himalaia a pé carregando dois irmãos menores. Seu objetivo? Fugir do Tibet em busca de liberdade. Ogyen Shak viu a morte de perto e quase foi colhido por ela. Ao cruzar a fronteira entre o Tibet e o Nepal, foi internado num hospital para refugiados onde permaneceu por um ano longe dos pais ou familiares. Lutou para se recuperar de uma gangrena que afetou suas mãos, braços, pés e pernas e acabou perdendo os dedos de um dos pés. Após sua recuperação, morou num campo de refugiados tibetanos em Dharamsala, na Índia, onde reencontrou os irmãos e precisou trabalhar para sustentá-los. Conseguiu reconstruir sua vida na Índia, exercendo sua especialidade: a arte sacra tibetana. Ajudou na pintura e ornamentação de templos de grandes mestres como S.S. Dalai Lama, Sakya Trinzin e Dzongsar Kyentse Rinpoche. Em 2006, seguindo os conselhos de seu mestre, veio ao Brasil para coordenar a pintura e a ornamentação de um templo de budismo tibetano em Cotia, interior de São Paulo. Quatro anos depois, conheceu sua futura esposa, a gaúcha Adriana Shak que, na época, era moradora do Khadro Ling, templo de budismo tibetano localizado em Três Coroas. Um restaurante parecia ser o cenário perfeito para iniciar a realização do seu maior sonho: divulgar e manter-se em contato com a cultura do seu amado país, terra esta onde um dia, ainda sonha poder retornar.

Ali, tudo conquista. O sorriso da recepção, o jardim incrivelmente bem cuidado, a carinha do Tibet impressa em casa detalhe. E quando a gente, ao sentar, recebe chá preto, com gengibre e limão, de boas vindas... É amor demais pro meu pobre coraçãozinho! 
 Ser recebida com chá é ter certeza de que o negócio vai ser bom!

Não conhecia a culinária tibetana e achei a comida deliciosa! Acatamos a sugestão do dia e nos jogamos no pernil de cordeiro temperado com cravo e anis. Eu, a louca das especiarias, nem me lembrei de que não comia carne de cordeiro (por puro preconceito)... E adorei!

De sobremesa, pedimos mousse de rosas com romã e cassis e a sobremesa do chef, cogumelos shimeji com chip de batata doce, sorvete de creme e ganache de chocolate. Combinações exóticas e incríveis! Mas sobre essas experiências culinárias eu tenho certeza de que serão melhores exploradas, em breve, por Rodrigo Caetano e Daniel Bitar.

A experiência mais incrível mesmo – se é que tem como escolher – chega agora. Louca para repetir a dose do chazinho, pedi o cardápio para checar as opções. E quase desmaiei! Encontrei o “Pö Cha”, um chá tipicamente tibetano, também chamado de chá de manteiga, que leva chá preto, manteiga de iaque (um bicho bem bonito, dá um Google!), água e sal em sua composição.

Nunca pensei que fosse encontrar essa mistura exótica fora do Tibete e ela estava ali, ao meu alcance... Isso é que é surpresa, minha gente! Tomei, curti cada minutinho, amei. É bem denso, salgadinho, diferente e maravilhoso. Sabores desconhecidos que me encantaram a cada gole! Suspiros, suspiros e mais suspiros... 
Meu Pö Cha, lindo e saboroso!

A combinação de novos sabores e – especialmente – um novo e surpreendente chá tornou o dia inesquecível. Foi tudo intenso e, ao mesmo tempo, suave, como os budistas bem sabem fazer. Na saída, ainda passamos na lojinha do restaurante, que tinha porcelanas lindas para o #momentomágico, além de incensos e objetos lindos, cheios de significado.

Se um dia for ao Rio Grande do Sul, não deixe de incluir essa paradinha maravilhosa no seu roteiro. Depois, quero que me conte qual foi a sua impressão, combinado?

Espaço Tibet, em Três Coroas/RS (http://espacotibet.com.br)
Rua Alagoas, 361, Bairro Águas Brancas -  Três Coroas/RS
Telefones: (51) 35465763 e 996783184.
Funcionamento: Quarta a sextas, de 11h45min às 15h; sábados, de 11h45 às 16h e de 20h às 23h; domingos e feriados, de 11h45min às 16h.

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Apareça por lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! Que sejam sempre surpreendentes!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ALMANHAC // Branco ficou com a receita da farinha

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

A mandioca é mais que um ingrediente na culinária brasileira, é um elemento cultural. Uma das mais fortes heranças que recebemos dos índios. A farinha que se faz dela, então, nem se fala.

Durante o Brasil Colônia, farinha de mandioca era comida de escravos. Os brancos, porém, descobriram que podiam usá-la para conservar alimentos, daí a incluíram no farnel dos viajantes, misturando-a a outros alimentos. Não demorou para a farinha chegar também às mesas do senhorio. 
Hoje não dá para imaginar a gastronomia brasileira sem a farinha. Grossa, fina, amarela, d’água, de puba… Seu consumo resiste à modernização de costumes gastronômicos. É produzida e consumida, pura ou na farofa, em quase todo o país.

Por isso mesmo continua a ser produzida em larga escala, ainda que suas origens estejam ligadas a uma agricultura de subsistência. Mas, o curioso, é que ainda é fabricada, em grande parte, pelos mesmos métodos utilizados pelos índios.

Já pensou em feijoada sem farofa?
E isso implica envolvimento de muita gente, criando todo um processo de socialização. A raspagem das raízes, por exemplo, exige a participação de um grande número de pessoas. Vira, então, reunião de amigos.
E farofa de ovos? Quem é que não gosta?

Depois de descascada, a mandioca é triturada ou ralada, prensada, espremida para tirar a manipueira (como é chamado o líquido venenoso da raiz), enxugada, peneirada e torrada. Como se vê, dá um trabalho danado.

Embora existam casas de farinha no Brasil inteiro, a produção sobressai no Norte e no Nordeste. No Recôncavo Baiano, por exemplo, o produto até deu nome a uma cidade, Nazaré das Farinhas.

Fotos: do alto,  www.palmares.gov.br; do meio, Freepik; de baixo, Pixabay

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

GRÃO DO DIA // Conheça o Museu do Café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Já visitaram o Museu do Café? Um lugar em Santos que reúne história, bela arquitetura, além de sabores e aromas. Com um ambiente cheio de tradição e histórico, o museu serve de cenário para um mergulho no tempo e para saborear cafés elaborados, lanches e salgados.

O Museu do Café é referência por contar a trajetória do grão no Brasil e no mundo. Suas exposições abordam detalhes que vão desde o plantio até a xícara, passando pelo mercado e curiosidades do grão. Vem com a gente. Fomos visitar o Museu do Café num sábado pela manhã para aproveitar a manhã inteira por lá. Afinal, essa maratona cafeeira não podia faltar em nossa listinha! 

O Museu é um dos principais pontos turísticos da cidade de Santos, foi criado em 1998 com o objetivo de preservar e divulgar a histórica relação entre o café e o nosso país. Cheio de cultura, história, interação tecnológica, e claro, cafés de qualidade.

O passeio começa pelo Salão do Pregão, de incrível arquitetura e que era o local onde acontecia a principal atividade da Bolsa: as negociações de café intermediadas pelos corretores oficiais. 


Passamos por várias salas e escadas onde as paredes contam sempre com uma frase relacionada ao café na concepção de alguém. Do tipo, o que o café representa para vocês? Logo depois uma salão com bastante história e tecnologia.

O museu também oferece cursos de barista e conta, claro, ca Cafeteria do Museu, que fica localizada no piso térreo do edifício. Há oferta de vários tipos de cafés com grãos selecionados especiais, de diversas fazendas e grãos premiados.

O cardápio bem variado, oferece diferentes tipos de preparos (coados, aeropress, espressos,...), possui diversas opções de bebidas geladas e conta também com drinques e doces à base de café! Para acompanhar, sanduíches e salgados. É realmente diversificado. E há quem ache os preços bem salgados, mas que, com certeza, vale a pena por todo o pacote. 

AMAMOS o Museu e suas histórias! A viagem no tempo nos deixou realmente impressionados com toda a evolução cafeicultora no nosso Brasil. E ainda mais, de saber e imaginar que aqui neste prédio aconteciam todas as negociações de café! Sur-real e Apaixonante!!!

Confira os horário de visitação e preços dos ingressos (inteira e meia entrada), acessando ao site do Museu.

Museu do Café - Onde fica:
R. Quinze de Novembro, 95 - Centro, Santos - SP.

Gostaram da dica? Já conhecem o Museu do Café, em Santos/SP?
Compartilhem aqui com a gente sua experiência por lá e assim contribuir com nossos leitores nos unindo, coffee lovers!  ;)

Não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia.
  

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // Carnaval na Vila Planalto terá feijoada e samba

Quem acha que o Carnaval vai tomar apenas as ruas do Plano Piloto está enganado. Na Vila Planalto, o brasiliense poderá aproveitar um evento bem animado e saboroso. No sábado (10/02), a partir das 13h, o restaurante Figueira da Villa recebe a 1ª edição do Feijão MaraVilla, no Figueira da Villa.

A tarde será animada pelo grupo Santo Bafafá, das 14h às 17h, com sucessos do samba de raiz até hits atuais de pagode, passando por samba rock e axé. Os foliões poderão se divertir ao som de sucessos imortalizados, como Não quero dinheiro (Tim Maia), Pimpolho (Art Popular), Minha pequena Eva (Banda Eva), Não deixe o samba morrer (Alcione), Sina (Djavan) e Verdade (Zeca Pagodinho). O couvert será opcional e custará R$ 9,00 por pessoa.

Quem for ao Feijão MaraVilla do Figueira poderá saborear a feijoada da casa. Acompanhada de arroz branco, couve, farofa, torresmo e molho apimentado, ela sai a R$ 44,90 por pessoa e é servida nas tradicionais cumbucas de barro. O almoço inicia às 13h, antes mesmo do show, e será servido até o fim da festa, às 17h.


Uma boa pedida é a caipirinha da casa, com opções a R$ 18,00 e a R$ 21,00. Além da feijoada, o Figueira da Villa vai abrir o menu convencional neste dia, com diversos cortes de carnes nobres preparados na parrilla uruguaia. Entre as sugestões estão Asado de Tira (R$ 45,00 meia porção e R$ 84,50 a porção inteira), Bife Chorizo (R$ 71,90) e Bife Ancho (R$ 71,90).

Para acompanhar, há opções como Arroz Parrilleiro (arroz, linguiça Figueira, ovo, cebola, salsa e cobertura de batata palha), a R$ 15,00 meia porção e R$ 24,00 a porção inteira; as Papas Valdir (batatas com ervas, pimenta-de-cheiro e pimenta dedo-de-moça salteadas no azeite), a R$ 22,00 meia porção e R$ 32,00 a porção inteira; e a Farofa de ovos com bacon, a R$ 12,00 a porção, apenas para citar algumas.

Feijão MaraVilla – Carnaval no Figueira da Villa
Neste sábado (10/2), das 13h às 17h.

A partir das 13h, feijoada completa na cumbuca (R$ 44,90 por pessoa) e menu convencional da casa. Das 14h às 17h, show com o grupo Santo Bafafá e o melhor do samba, pagode, samba rock e axé.

Acampamento DFL, Rua 01, Lote 2 - Vila Planalto; Reservas: (61) 3081-0541.Funcionamento da casa: de segunda a sábado, das 12h à 0h. Domingo, das 12h às 17h. 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

CHAZEIRA // Uma experiência... E dois incríveis chás! – Parte I

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Há pouco tempo, estive no Rio Grande do Sul, como você bem sabe (já falamos de alguns locais bem especiais de Porto Alegre, Gramado e Canela, lembra?). Nessa viagem, por indicação de minha querida amiga paulista-goiana-gaúcha Débora, resolvi passar por Três Coroas, para conhecer o Templo Budista Khadro Ling, sede da Chagdud Gonpa Brasil, uma organização sem fins lucrativos destinada ao estudo e prática do Budismo Tibetano.

A 32 km de Gramado, a sede foi fundada em 1995 . Nas terras do Khadro Ling, há um templo construído e ornado dentro das tradições artísticas tibetanas. Além de abrigar retiros e cerimônias budistas, o templo principal e outros monumentos do lugar – como estátuas, estufas, rodas de oração e uma réplica de uma Terra Pura – estão abertos à visitação pública.
Um pedacinho do Templo, em Três Coroas

Não, não sou budista, como você deve estar pensando agora. Mas admiro muito a filosofia oriental, que harmoniza bem demais com chá, é claro.  E mesmo em viagens, a gente precisa de pausas para respirar, sentir e processar tudo o que estamos conhecendo. Para isso, nada melhor do que um lugar lindo e colorido, debaixo de um céu azul-Brasília, no topo de uma montanha, cercado de silêncio e introspecção.
Este céu... Ai, ai!

Uma comunidade de praticantes budistas mora no Khadro Ling e também em seu entorno. Eles são responsáveis pela manutenção das atividades e dependências do centro por meio de trabalho voluntário. E a minha primeira surpresa chazística veio de um desses praticantes, dono de um café cheio de charme, que fica bem à esquerda de quem sai do Templo, do lado de fora mesmo, que se chama Platoo Café e Jardim.
Lá em cima, o Platoo Café e Jardim

Cláudio Silva, engenheiro, paisagista, especialista em fruticultura, é quem comanda o café. Budista há treze anos, decidiu, há três, se fixar na região, em terras particulares, para se dedicar às atividades do Templo – é o jardineiro do local -  e desenvolver um trabalho social com a comunidade ribeirinha carente; a essas pessoas, ensina o valor da terra, bem como orienta a produção de artesanato a partir das pedras do local e formação de mudas. Com a atriz Lucélia Santos, realiza oficinas de teatro. Paralelamente, para seu sustento, desenvolve projetos paisagísticos particulares e mantém o café, em que tudo é preparado por ele. E nesse “tudo” tem capricho e delicadeza inigualáveis!

A entrada

O lugar, por si, já vale a visita. Cláudio me explicou que foi tudo construído a partir de desapego das pessoas. Janelas e portas descartadas, xícaras e pratos doados, chás presenteados por amigos viajantes. O que parece ter sido milimetricamente pensado e montado é, na verdade, resultado de desapego.  De tempos em tempos, ele próprio se desfaz de alguns objetos, para que novos cheguem e a energia possa circular. É lindo perceber como tudo é tão diverso e, ao mesmo tempo, harmonioso. É delicioso sentar, pedir um chá e ver, dali, o tempo passar.
Um charme!

Para o serviço de chá, havia uma variedade incrível à disposição. Escolhemos, eu e marido, um chá (Moroccan Mint) e uma infusão (African Solstice) da Tea Forté, uma marca gringa super cuidadosa e premiada, que amo e não encontro com facilidade. Antes de sermos servidos, fomos abençoados com uma prece e recebemos de presente um incenso, com uma mensagem mais do que adequada sobre impermanência. Momento de pura poesia, para ficar gravado no coração.
Os chás...

Quando já nos despedíamos, Cláudio me disse que o carro-chefe da casa é uma infusão por ele preparada. Compartilhou o preparo, para que você possa também testar em casa, que tal? Misture maçã, suco de limão, cravo, canela, banana inteira bem madura, sem a casca, e deixe ferver por duas horas, em fogo baixo. Após esse tempo, basta coar e servir. Se quiser, pode também congelar um pouco da bebida, em cubinhos de gelo, para depois bater com a infusão quente.  De acordo com ele, é essa mistura que faz surgir aquela espuminha incrível sobre a infusão. Conte-me se fizer a experiência por aí... Mas eu ainda acho que você deveria mesmo testar o dele, nesse local mais do que incrível!

Essa é a primeira parte de um dia muito especial. Na semana que vem, tem continuação, pra você não se cansar de mim. Quando digo que o chá é bem mais que planta, água e xícara, ainda tem quem duvide... Acredita?

O quê? Onde?  Templo Budista Khadro Ling, em Três Coroas/RS (http://templobudista.org/). Platoo Café e Jardim (@platoo_cafeejardim, no Instagram; @platoocafeejardim, no Facebook), na Rua Arnaldo Port, 1284, antiga Estrada Águas Brancas, em Três Coroas/RS.

Quando? O Templo funciona às quartas às sextas, das 9h30 até 11h30 / das 14h às 17h; aos sábados e domingos, das 9h00 até 16h30. Grupos precisam agendar pelo sítio eletrônico. Esporadicamente, fecham para retiros, então é bom sempre confirmar o funcionamento antes de ir. O Platoo funciona de quarta a sábado, de 11 ás 17h.

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Apareça por lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! J

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

GRÃO DO DIA // Produção e consumo mundial de café batem recorde

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Que tal alguns dados sobre a produção de café mundial?? Isso aí, de acordo com os dados da EMBRAPA e Organização Internacional do Café, a produção e o consumo de café em nível mundial batem recordes no ano-safra 2017/18.

Prestem atenção nessa análise levantada: a estimativa do consumo global de café é de 157,59 milhões de sacas e da produção é de 158,78 milhões de sacas!!! É MUITA coisa, não?!

Confira abaixo os dados completos do recorde para esse ano-safra.  
A produção mundial de café no ano-safra 2017/18 está estimada provisoriamente em 158,78 milhões de sacas de 60kg e o consumo mundial de café previsto para esse mesmo período é de 157,59 milhões de sacas. Caso essas estimativas sejam confirmadas, os volumes de produção e consumo para este ano-safra baterão recordes históricos do mercado de café no mundo.

O volume de produção deste ano-safra foi 0,7% superior ao volume do ano-safra 2016/17, que foi de 157,69 milhões de sacas, e, nesse mesmo período, o consumo teve aumento de 1,6%. Esses dados do setor cafeeiro, divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC) em seu Relatório sobre o mercado cafeeiro de Dezembro 2017, indicam expansão desse mercado em nível global tanto na oferta quanto na demanda de café.

Leia essas análises na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café e na página da Embrapa Café.

E também:
Acesse também todas as Notícias e Análises divulgadas pelo Consórcio, clicando aqui.
Embrapa Café
Observatório do Café

Gostaram da matéria? Já conheciam os resultados dessa análise?
Não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

CHAZEIRA // Na lista de leitura para 2018 tem... Chá!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

O crescente interesse pelo chá no Brasil nos últimos anos não vem acompanhado de aumento de publicações sobre o tema, infelizmente. A maioria dos livros que encontramos ainda é em língua estrangeira, inglês e espanhol, às vezes até com alguns problemas de tradução (o uso da palavra “fermentação” quando se quer dizer “oxidação”, por exemplo, é um desvio comum!). 

No entanto, a cada dia, recebo mais e mais mensagens pedindo uma ajudinha na escolha de títulos que nos ajudem a desvendar o mundo maravilhoso dos chás. Por isso, para essa semana, separei três bons títulos literários em português, que podem ser encontrados com certa facilidade. Organizados por graus de profundidade no tema, estão aqui, agora, pra você se jogar em informações preciosas. Vamos lá?   
Iniciante: Chá: rituais e benefícios/ Christine Dattner; fotografias de Sophie Boussahba; estilização de Marie-France Michalon; tradução de Virgílio Guariglia – São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2011.

Essa versão em português de uma obra francesa é especialmente indicada para quem quer ter o primeiro contato com o chá. O livro, em capa dura, é recheado de fotos inspiradoras e tem diagramação cuidadosa. A linguagem é bem fácil e acessível e há informações históricas sobre regiões produtoras, receitas que usam o chá como ingrediente, propriedades do chá, conselhos para preparo de tipos específicos, além de endereços especiais de salões e lojas de chá pelo mundo. O coração até bate mais depressa vendo – e lendo – tanta lindeza! 
Iniciante/intermediário: O livro do chá: história, espécies e variedades, indicadores de qualidade, técnicas de preparo, chás pelo mundo, utensílios, receitas/ Linda Gaylard; [tradução Beatriz Pappone, Danielle Mendes Salles] – São Paulo: Publifolha 2016.

Também é uma versão em português de obra estrangeira. Entretanto, a adaptação da obra contou com a consultoria primorosa de Carla Saueressig, a pioneira/papisa dos chás no Brasil, que até pouco tempo possuía uma loja da TeeGschwendner – A Loja do Chá, no Shopping Iguatemi, em São Paulo.  Para mim, o melhor, mais didático e mais completo livro para quem quer ter um panorama geral dos chás, desde a produção até o preparo para a xícara perfeita. Na obra, faz-se uma diferenciação bem clara entre chás e infusões, bem como se aborda a questão histórica, de produção, plantio, colheita e terroir. Receitinhas fáceis também estão no livro, bem como uma abordagem ilustrativa de cerimônias de chá mundiais, instruções de armazenamento, preparo e degustação do nosso amado chazinho. A diagramação do livro, o conjunto entre textos, fotos e ilustrações, é um primor. Não tem quem não entenda e/ou se apaixone pelo conteúdo. Vai por mim, esse livro vai ser o seu melhor amigo na hora da pesquisa!
Avançado: Manual do Sommelier de Chá: variedades, análise sensorial e protocolo do chá/ Victoria Bisogno; Jane Pettigrew; [tradução de Renata Portenoy]. – 1ª ed. – Ciudad Autonoma de Buenos Aires: Del Nuevo Extremo, 2016.

As pesquisadoras e professoras Victoria Bisogno e Jane Pettigrew, da conhecidíssima escola “El Club Del Té”, com cursos presenciais na Argentina e Espanha, além de cursos online, prepararam, em 2016, essa versão em português. É uma obra extremamente técnica, que aborda, além de história, conceito técnico, serviço, cerimônias, etiqueta e propriedades do chá, a questão da análise sensorial, de forma aprofundada, para formação de sommelieres profissionais de chá. Esqueça ilustrações incríveis ou fotos encantadoras – o foco aqui é o texto e muito tecnicismo, tudo de primeira linha. Daí o motivo para enquadrar essa obra – importantíssima e muito bem elaborada – nas indicações para quem já está avançado na pesquisa do chá.

Tenho algumas outras obras em português, encontradas em “sebos”. No entanto, algumas já estão desatualizadas ou incompletas. Para um bom contato com a Camellia em nossa língua-mãe, creio que estas três belezuras sejam suficientes. Isso não quer dizer que, depois de lê-las, você não procure outras obras. Na verdade, eu sei que isso vai acontecer, porque esse tal de chá e toda a informação que vem dele é tipo um vício mesmo... Não é por isso que você passa aqui pela coluna no Gastronomix?

Podemos falar de literatura estrangeira também, mais à frente. Se interessar, não hesite em me escrever. Trocando ideias, a gente ensina e aprende... E faz um montão de amizades, né? Costumo dizer que chá é o meu assunto preferido, então, não me poupe, por favor!

Ah, me acompanhe também pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo? O “direct” funciona como canal direto comigo, de verdade... Pode falar, vou lhe ouvir (ou quase isso, né? Rs!).

Beijos e bons chazinhos! Aproveite cada linha de sua nova leitura! :)